{"id":375,"date":"2018-02-25T18:10:07","date_gmt":"2018-02-25T16:10:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.intothesquare.org\/?page_id=375"},"modified":"2023-03-23T14:52:42","modified_gmt":"2023-03-23T12:52:42","slug":"about-the-expo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.intothesquare.org\/pt\/about-the-expo\/","title":{"rendered":"About the expo"},"content":{"rendered":"\r\n<p>Para as cidades europeias, a pra\u00e7a \u00e9 o mais importante local. \u00c9 l\u00e1 que acabam as art\u00e9rias principais ou est\u00e3o os edif\u00edcios e as est\u00e1tuas mais importantes. Uma pra\u00e7a urbana europeia \u00e9 um resumo. Hist\u00f3rico, arquitet\u00f3nico, cultural e social. Na pra\u00e7a de uma cidade s\u00e3o bem vis\u00edveis e muitas vezes em simult\u00e2neo todos os estratos da vida humana, da vida social. A pra\u00e7a da cidade \u00e9, desse ponto de vista, um espa\u00e7o privilegiado. Um palimpsesto que fala, se souber l\u00ea-lo, da hist\u00f3ria e da vida do assentamento em diferentes \u00e9pocas.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o prop\u00f5e uma mudan\u00e7a de perspetiva sobre as pra\u00e7as das cidades europeias. A declara\u00e7\u00e3o pode parecer ousada, mas a formula\u00e7\u00e3o deve primeiro ser entendida no sentido pr\u00f3prio das palavras. As fotos da exposi\u00e7\u00e3o, tiradas com um drone profissional, d\u00e3o uma perspetiva a\u00e9rea das pra\u00e7as de v\u00e1rias cidades hist\u00f3ricas da Europa. Pra\u00e7as famosas de capitais conhecidas, das periferias geogr\u00e1ficas da Europa, Lisboa e Istambul, est\u00e3o expostas ao lado de pra\u00e7as an\u00f3nimas, mas n\u00e3o menos interessantes, como os dos assentamentos aromenos nas Montanhas Pindo, com o seu lend\u00e1rio pl\u00e1tano no centro, plantado s\u00e9culos atr\u00e1s, aquando da funda\u00e7\u00e3o da localidade.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>O espa\u00e7o geogr\u00e1fico da pra\u00e7a \u00e9 o fio condutor desta exposi\u00e7\u00e3o. O ponto de partida reside numa constata\u00e7\u00e3o muito banal, mas cujas consequ\u00eancias s\u00e3o importantes n\u00e3o apenas em plano visual, mas tamb\u00e9m na compreens\u00e3o da pra\u00e7a como um fen\u00f3meno hist\u00f3rico e cultural: n\u00e3o d\u00e1 para ver uma pra\u00e7a inteira&#8230; estando na pra\u00e7a. Claro, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o daquelas cidades hist\u00f3ricas onde uma torre de catedral, dif\u00edcil de escalar, permite ter uma vis\u00e3o geral do espa\u00e7o, de uma altura n\u00e3o muito alta.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A fotografia tirada por um drone \u00e9 o que, em termos t\u00e9cnicos, \u00e9 chamado de vista a\u00e9rea panor\u00e2mica, perspetiva \u00e0 <em>vol d\u2019oiseau<\/em>, em franc\u00eas, ou <em>bird\u2019s eye view<\/em>, em ingl\u00eas. \u00c9 uma das poucas situa\u00e7\u00f5es em que a linguagem t\u00e9cnica e a pl\u00e1stica se sobrep\u00f5em com tanto sucesso. A vista de cima \u00e9, quase sem exce\u00e7\u00e3o, espetacular. Mas a perspetiva a\u00e9rea tamb\u00e9m tem a vantagem de nos fazer entender o que, ao passear pela pra\u00e7a, podemos apenas intuir. Uma estrutura com profundidade. \u00c9 dessa forma que se explica a tentativa da exposi\u00e7\u00e3o de mudar, desta vez figurativamente, a perspetiva sobre as pra\u00e7as.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Uma verdade \u00f3bvia: as pra\u00e7as n\u00e3o existem em si, mas apenas dentro dos assentamentos. Da\u00ed a natureza elementar da pra\u00e7a e o mais claro m\u00e9todo de definir antropol\u00f3gica e visualmente a pra\u00e7a, por refer\u00eancia \u00e0 cidade circundante. Seja organicamente desenvolvida ou colocada no solo de acordo com diagramas pr\u00e9-determinados, a estrutura das cidades apresenta uma tens\u00e3o fundamental entre o espa\u00e7o da pra\u00e7a e o resto do seu espa\u00e7o, claramente vis\u00edvel ao olhar do c\u00e9u. Espa\u00e7o aberto versus espa\u00e7o fechado. Espa\u00e7o de passagem versus espa\u00e7o de estacionamento. Em <em>Cidades para pessoas<\/em>, Jan Gehl define a diferen\u00e7a entre as duas componentes da cidade: \u201cEnquanto as ruas transmitem a ideia de movimento \u2212 \u201cpor favor, circulem!\u201d \u2212, a n\u00edvel psicol\u00f3gico, as pra\u00e7as sugerem descanso. Os espa\u00e7os de circula\u00e7\u00e3o incentivam-nos \u201cvamos, vamos!\u201d, a pra\u00e7a diz: \u201cvamos parar, vamos ver o que acontece aqui!\u201d. Tanto as pernas quanto os olhos deixaram uma marca indel\u00e9vel na hist\u00f3ria do planeamento urbano. As unidades b\u00e1sicas da arquitetura da cidade s\u00e3o os espa\u00e7os de movimento &#8211; as ruas &#8211; e de perce\u00e7\u00e3o &#8211; as pra\u00e7as\u201d.<\/p>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para as cidades europeias, a pra\u00e7a \u00e9 o mais importante local. \u00c9 l\u00e1 que acabam as art\u00e9rias principais ou est\u00e3o os edif\u00edcios e as est\u00e1tuas mais importantes. Uma pra\u00e7a urbana europeia \u00e9 um resumo. 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